segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A História do Mundo, Versão Nerd - Revista Época

A Revista Época, da Editora Globo, ilustrou uma página inteira sobre o Spore, que foi lançando oficialmente no Brasil na sexta-feira passada (04). Confira abaixo a matéria retirada do site da Revista.


Will Wright é o professor de Ciências que todo mundo gostaria de ter tido na escola. O talento desse designer de games é chegar ao conhecimento usando brincadeiras. A rigor, ele não faz jogos. Faz brinquedos, com as infinitas possibilidades de um brinquedo. Ele criou SimCity para libertar o prefeito que há dentro de cada um: aterre um lago, plante um parque, abra estradas, ouça o povo, construa mais hospitais. Era um passatempo infantil com a sofisticação de conceitos adultos. Com The Sims, o game mais vendido da história dos PCs, ele nos deu ferramentas para que fôssemos antropólogos de fim de semana, observando uma família de homenzinhos dormir, comer, trabalhar, amar... A essa criação, ele chamou “casa de bonecas virtual”. Os dois jogos se complementam – em SimCity você controla a vida dos prédios, enquanto em The Sims você disciplina o que está dentro deles.
O projeto seguinte de Wright, esboçado enquanto ele desenhava a versão on-line de The Sims em 2000, era um parque de diversões galáctico. A diversão estaria em conquistar planetas a bordo de discos voadores. Will estava, entretanto, obcecado por outra idéia mais ousada. Criar uma matriz digital que abarcasse toda a história da civilização, desde organismos unicelulares até países. Ele procurava uma forma intuitiva de recriar no computador a mais fascinante (e polêmica) teoria engendrada por um ser humano: aquela exposta no livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
Wright, que não tem curso superior, preocupava-se em ensinar. “O sistema educacional não foi feito para explorar sistemas complexos e navegá-los intuitivamente. É isso que os games ensinam. O fracasso ensina mais que o sucesso. Tentativa e erro e a engenharia reversa – que é como as crianças interagem com games – são o tipo de coisa que as escolas deveriam ensinar”, disse. Spore, o game adiado por três anos que é o resultado desse projeto quixotesco (que custou milhões de dólares e pôs em jogo a reputação de Wright), chegou às lojas na sexta-feira.
Spore (R$ 99) tem cinco fases, que funcionam como jogos independentes em que o objetivo é lutar por recursos naturais para perpetuar a espécie criada por você. Primeiro você é um micróbio, depois um animal solitário, até se transformar no inconsciente coletivo de uma tribo, de uma cidade e, enfim, de um planeta. Cada fase usa elementos clássicos dos videogames. Enquanto micróbio, você evita predadores como no jogo Pac-Man. Na pele de animal, o gênero é a ação. Na fase tribal, você joga como um game de estratégia, em que a comida é essencial para criar um exército forte. Nas cidades, a inspiração é SimCity. A novidade são os veículos que, como as criaturas, são criados por você num excelente editor de modelos 3-D. Os carros e as aeronaves são usados para conquistar cidades e planetas. Esta última etapa, a conquista espacial, é a mais complexa. Com a ajuda do conteúdo criado por outros jogadores na internet, a galáxia se torna infinita, cheia de conteúdo em todos os formatos e tamanhos (como os destacados acima). Com a ajuda da história dos videogames e de um exército de fãs, Will Wright conseguiu contar a história de quase tudo. E sem ser chato.
Fonte: OSimBR

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